A cada ano, tento compilar uma lista de jogos, livros e filmes que experimentei. Para a lista completa, confira as Avaliações. Lá vamos nós (ordenados por classificação e depois alfabeticamente)!
Continuo a ler (ouvir audiobooks na verdade) quase todos os dias nos últimos anos. Esta é a minha rotina diária quando passeio com os cães. É uma proposta bem diferente de para e dedicar algum tempo para lê-los fisicamente. Eu gosto de uma tarefa secundária quando estou executando uma rotina simples, como… passear com os cachorros. Caso contrário, sinto que estou perdendo meu tempo apenas andando e não pensando.
Esta é a lista dos livros deste ano que devorei. Essas listas - definitivamente - não são completas. Como não estou atualizando meus registros pessoais do GoodReads nem escrevendo sobre eles neste blog, eles são apenas os que eu lembro. Posso editar este post se me lembrar de outros itens.
Ficção
Murderbot 1 All Systems Red: Tropecei acidentalmente, agora uma das minhas tramas favoritas. O protagonista é surpreendentemente engraçado e astuto.
An Election (9★★★★★★★★★): Um conto político como se Star Trek e Monty Python tivessem um bebê literário.
Murderbot 2 Artificial Condition: Como todos os livros da série, curto e engraçado. Uma continuação das histórias incríveis.
The Ocean at the End of the Lane (8★★★★★★★★): Uma mescla fascinante de magia e memória. A nostalgia da infância dá uma reviravolta caprichosamente inteligente e maliciosa.
How I Proposed to My Wife (8★★★★★★★★): Escandalosamente hilário, como encontrar a coleção secreta de romances picantes da sua avó - um desvio encantador na arma do amor do Dia dos Namorados. Bem curto.
Influx (8★★★★★★★★): Suarez pinta a tecnologia com uma aresta tão afiada que você vai querer manusear o livro usando luvas de Kevlar - emocionantemente intrigante!
Murderbot 3 Rogue Protocol: Um ótimo livro. Mais do mesmo para aqueles que, como eu, querem mais do mesmo.
Murderbot 4 Exit Strategy: Igual ao livro #3.
The Presidents Brain is Missing (8★★★★★★★★): Uma corrida torcida e hilária por uma democracia decapitada - é como se West Wing tropeçasse sobre Pinky e o Cérebro.
A Psalm for the Wild-Built (7★★★★★★★): Uma história que é partes iguais alma humana e coração mecânico. Imagine o Dalai Lama dando um passeio na floresta e esbarrando no Wall-E.
Daemon (7★★★★★★★): Suarez ataca novamente, nos empurrando pelo buraco de um distopia digital - é como Alice no País das Maravilhas para tecnocratas.
The Tale of The Wicked (7★★★★★★★): Um conto sobre o ChatGPT ficando fora de controle.
Não Ficção
Mind Wide Open (9★★★★★★★★★): Outra jornada esclarecedora no cosmos craniano.
Prisioners of Geography (9★★★★★★★★★): Somos o que podemos ser. Como paises e continentes agem dadas as suas próprias limitações geográficas.
The Law (9★★★★★★★★★): Uma obra-prima sobre a origem do poder e aqueles que o exercem.
Thinking, Fast and Slow (9★★★★★★★★★): Uma maratona que levará sua mente a lugares que você vai transformar.
How Democracies Die (8★★★★★★★★): Surpreendente e ainda muito verdadeiro.
The Five Love Languages (8★★★★★★★★): Modelagem de personalidade. Sua própria Pedra de Roseta do coração, traduzida para o dialeto da devoção - essencial para amantes fluentes em compaixão.
Essays on Political Economy (7★★★★★★★): Uma coleção de textos sobre política e economia. Boa, mas nenhuma foi revolucionária.
Power of Now (5★★★★★): Como um shot existencial de espresso que esqueceu o açúcar. Deixa você saboreando os pensamentos amargos da filosofia supercafeinada.
Para mais livros, você pode conferir minha lista no GoodReads.
Meu Filho Fez Sua Última Mágicahttps://www.brunomassa.com/blog/meu-filho-fez-sua-ultima-magica/Bruno Massa
Faz um mês que meu cachorro caçula, Mago Merlin Harigaya Massa, meu Maguinho, morreu. Mesmo sendo “apenas” um cão, eu o amava e travava como um filho. Dormia comigo, sentava à mesa nas refeições.
Tento escrever pela décima vez, enquanto choro copiosamente. Este texto não vai conseguir precisar nem parte do quanto ele era especial.
Conhecemos ele na rua, 1 mês após comprar minha primeira casa, em Uberaba. Era ainda novinho e bem sujo de terra. Ele brincou com meus dois cachorros, Rei Arthur e Princesa Guinevere, enquanto passeamos no quarteirão. Deixei os três se cheirar e curtir. Continuando o passeio, ele voltou para a esquina que estava. Achei lindo.
As pessoas do bairro e da rua estavam cuidando dele: davam sempre prato de comida e água.
No dia seguinte. O mesmo. Eu e Ana Luisa, minha esposa, ficamos encantados e começamos a fazer brincadeiras como “até quando iríamos resistir a tamanha fofura?”. A tarde, caiu uma chuva e fiquei com tanta dó que fui conferir se ele estava bem. E estava. Ficou numa marquise tranquilão enquanto a chuva passava.
No terceiro dia, segunda-feira, após brincar com os meus dois quando passamos perto, ele foi nos seguindo, tranquilão, pelo resto do passeio. Foi; e foi; e foi. Quando cheguei e abri a porta de casa, -não vou esquecer- ele entrou, sentou e me disse “chegamos em casa, papai”! Merlin quem me adotou. Sou eternamente grato.
Sua primeira foto
Mago Merlin Me Adotou
Pessoa
Escolhemos um nome seguindo a “tradição” das histórias de Avalon: Mago Merlin. Como foi o primeiro adotado após casado, seu nome completo ficou Mago Merlin Harigaya Massa. Veio ainda novinho, o veterinário deu uns 4 meses, não mais que 6. Tinha perninhas muito curtas, por isso era sempre gozado como “errinho de projeto”, “mentirinha” (mentira tem perna curta) ou “rinoceronte” (corria e trombava em todos).
Conheço diversos cães e afirmo que ele era especial. Muito mais inteligente e ativo que a média. Quase um border collie. Uma esponja de conhecimento. Imitou seus irmãos em tudo. Em menos de 2 meses já sabia praticamente todos os truques que demorei anos para ensinar aos outros. Dava patinha, rolava, ficava de pé e rodava e diversos outros truques.
A comida era seu trauma. Sempre comeu desesperado e tinha sentimentos possessivos com comida e ossinhos. Se algum irmão deixava comida no pratinho, ele comia. E já ia direto para o castigo, safado (“Já sei, já sei…”). Trabalhamos nisso e nestes 2 anos de vida ele melhorou muito.
Tinha um hábito que eu achava lindo: ele virava a cabecinha para ouvir melhor o que dizíamos. Depois para o outro lado. Era um charme. Além de uma orelha que, como o rabo, claramente respondia a seu estado de espírito: levantava a anteninha quando estava curioso, abaixava quando estava cansado ou triste.
Adorava brincar. Quando descobriu a caixa de brinquedos ele adorou. Brincava sozinho até. Jogava as bolinhas longe e ia buscar. Gostava de brinquedos de cabo-de-guerra como a irmã e também de bolinha como o irmão. Era uma máquina de energia. Nos passeios, corria sem parar. Sem parar e sem cansar. Me acompanhava super feliz nos meus treinos de corrida. Eu corria 5 km, ele corria 10 de tanto ir e voltar.
Família
Rei Arthur sentiu a chegada de outro macho e tinha algumas disputas naturais. Além disso, Arthur é fã do sossego e Merlin queria brincar o dia inteiro. Quando estava no pique para brincar, ambos corriam juntos.
Guinevere o adotou meio como irmão, meio como filho. Saia em defesa dele em qualquer evento na rua, brincava com ele de lutinha e tirava suas remelas. Quando ele ficava de castigo, fechado no banheiro por alguns minutos, ela ficava na porta de prontidão e preocupação. Ela ainda o procura quando mencionamos o nome de Merlin. Ela o amava profundamente.
Ele aprendeu, imitando sua irmã, a ficar muito carinhoso. Vinha dormir abraçado na cama, deitava encostando o bumbum na gente no sofá, pedia carinho, cutucava quando parávamos. A família e amigos sempre assustavam um pouco no começo pela agitação e meia hora depois virava o queridinho.
Tirei fotos dele mais que qualquer outro animal ou pessoa nestes 2 anos porque ele sempre tinha algo incrivelmente engraçado ou interessante.
O Dia
Um passeio rotineiro de segunda-feira, começando a semana. Fomos ao parque, soltei a coleira e deixei eles correrem. Como qualquer dia. Na volta, após gastar a ansiedade guardada, eles costumam voltar sem coleira. Pois com o treino, eles sempre andam próximos de mim. Hábito que reforço todos os dias. Só de contar “3, 2, 1…” eles entendem que tem de prestar atenção em mim e ficar próximos.
Mas neste dia ele viu outro cachorrinho de rua, ficou super animado em brincar e partiu para conhecê-lo. Tentou atravessar a rua, mas não viu o carro, que até estava em baixa velocidade. Foi tudo muito rápido.
Partiu fazendo o que mais gostava: brincando, correndo e fazendo amigos.
Tenho certeza que demos uma excelente vida para ele. Menino do interior, ele conheceu a praia e floresta, viajou para uma dezena de cidades. Comeu, brincou e dormiu muito. Dormia de exaustão pelo dia sempre cheio. Acordava na pilha para começar tudo de novo. Teve pais e irmãos, amor e lar.
Um mês de luto. Luto como eu não senti. Já tive cachorros antes e que eventualmente morreram. Mesmo mais jovem, senti, sim, a tristeza. Mas nada se compara a agora. Mago Merlin foi provavelmente minha maior perda na vida. Talvez porque eu agora eu me sentia realmente um pai.
Não teve um só dia que você não me fez sorrir. Te amo filho.
★ 2021-XX-XX (adotado 2021-12-13)
✝ 2023-08-14
Sua última foto. Na véspera.
Por Que SuCoS Pode Ser Seu Próximo Sitehttps://www.brunomassa.com/blog/por-que-sucos-pode-ser-seu-proximo-site/Bruno Massa
No cenário em constante evolução do desenvolvimento web, os Geradores de Sites Estáticos ganharam imensa popularidade devido à sua simplicidade, velocidade e facilidade de uso. Migrei este site do WordPress para um GSE e não tenho arrependimentos. No entanto, navegar pela complexidade de ferramentas existentes como o Hugo e o DocFX pode ser uma tarefa assustadora, até mesmo para desenvolvedores experientes. Reconhecendo este desafio, decidi embarcar em uma jornada pessoal para criar uma solução. Assim, apresento a você o SuCoS (uma referência à simplicidade que busco), um gerador de sites estáticos C# que simplifica o processo enquanto oferece um desempenho incrível.
A Origem
No dia em que me vi emaranhado numa teia de templates do Hugo, percebi que algo precisava mudar. Parecia como se estivesse vagando num labirinto sem uma tocha; até mesmo o ChatGPT, meu confiável companheiro de IA, parecia perdido. Senti-me como Bilbo Baggins nos túneis, mas sem um parceiro para resolver enigmas. Experimentei com o DocFX, mas a rigidez dele me deixou desejando algo mais. Cheguei a brincar com o Zola, em Rust, mas achei que lhe faltava riqueza. Ansiava por algo mais versátil, mais fluido.
Foi então que me ocorreu. Por que não traçar meu próprio caminho? Por que não conjurar um gerador de sites estáticos que tornasse o processo tão simples quanto conectar pontos, em vez de decifrar enigmas? Com o .Net 7 de volta aos trilhos, eu sabia que tinha a base que precisava. Ele prometia familiaridade, riqueza em recursos, e uma mentalidade orientada ao desempenho. Além disso, as novas opções de compilação para um único arquivo, enxuto e autossuficiente, pareceram ser a combinação ideal.
Assim, a semente do SuCoS foi plantada.
O Processo
Ao construir o SuCoS, concentrei-me em 3 funcionalidades críticas.
Em primeiro lugar, imaginei um construtor de sites rápido como o vento, veloz como um guepardo na savana. O resultado? Um motor C# DotNet 7 que gera páginas a uma velocidade vertiginosa. Para conter meu TOC, criei um site teste com 100.000 páginas (equivalente a 10% da Wikipedia em português) e ele levou menos de 1 ms por página!
Em segundo lugar, almejei um sistema de templates fácil de usar, mas versátil. Queria evitar a complexidade hieroglífica dos templates do Hugo e abraçar algo mais intuitivo. E assim entram os templates Liquid - tão adaptáveis e refrescantes quanto a água, tão diretos quanto o ABC.
Finalmente, o terceiro recurso crítico: um servidor interativo para o desenvolvimento local. Ansiava por um sistema que fosse tão responsivo e vivo quanto um coautor entusiasmado, observando cada tecla que eu pressionava, refletindo cada alteração que eu fazia nos arquivos de conteúdo ou tema no servidor local, eliminando a necessidade de atualizações manuais monótonas. Para completar, implementei um pequeno relatório que é gerado no final do processo de construção, permitindo que você admire a velocidade relâmpago da criação do seu site.
O SuCoS não estaria completo sem um fiel escudeiro. Apresento o Nuke, um sistema de construção inestimável que automatiza o processo de construção e liberação, até fornecendo uma imagem de container Docker para facilitar a vida.
O Mapa do Caminho
A primeira versão v1.0.0 já está no ar! E para mostrar seu MVP (produto minimamente viável), o site oficial (https://sucos.brunomassa.com/) foi construído usando o próprio SuCoS! Não é maneiro?! Mas esta é apenas a fase ‘Homem de Ferro Mark 1’. Como Tony Stark, estou sempre refinando e melhorando. Recrutei o GitLab CI/CD como meu fiel AI, J.A.R.V.I.S., que garante que uma versão nova e melhorada veja a luz do dia todas as semanas. A jornada para o ‘Endgame’ continua, cada iteração nos trazendo um passo mais perto.
Um dos meus marcos é converter este mesmo site para SuCoS até o final de julho de 2023. Ambicioso? Sim. Alcançável? Absolutamente.
Junte-se nesta aventura. Conecte-se com a comunidade no Twitter, Mastodon, Discord, e Matrix. Vamos conduzir este navio juntos, transformando o mundo da geração de sites estáticos em uma jornada fácil e agradável, uma página por vez.
Deixe os Homenzinhos Azuis se Afogaremhttps://www.brunomassa.com/blog/deixe-os-homenzinhos-azuis-se-afogarem/Bruno Massa
Depois de um hiato de uma década, James Cameron finalmente nos presenteou com a sequência de seu revolucionário filme, Avatar. O filme original explodiu nos cinemas, provocando um voo–de-galinha de tecnologia 3D, mas que deixou os espectadores boquiabertos. Esta sequência, no entanto, parece mais um balão murchando.
Tive o prazer de assistir Avatar: O Caminho da Água no conforto da minha sala de estar - certo, sem óculos 3D, sem som surround, apenas as falhas gritantemente óbvias do filme em sua forma bruta. Em retrospectiva, posso dizer com confiança que assistir a esta sequência foi um desastre na certa. Felizmente, não contribuí financeiramente para o espetáculo da decepção.
Antes de mergulhar na crítica, vamos tomar um momento para reconhecer que esta sequência faz parte de um arco de mais de cinco filmes. Dada a qualidade deste, a perspectiva de assistir a outros três ou mais filmes Avatar parece mais uma ameaça do que uma promessa.
Personagens de Novela Mexicana
Se o carisma fosse uma moeda em Pandora, os personagens estariam na miséria. Os que retornam, que já não eram particularmente interessantes para começar, agora foram relegados para o banco de reservas, sua presença é tão significante quanto um figurante em uma novela mexicana. Pobre Zoe Saldaña que se viu nadando em um tanque para filmar cenas que acrescentaram tanto à trama quanto um grão de areia a uma praia.
Dizer que o elenco está inchado seria um eufemismo. Há mais personagens aqui do que estrelas no céu noturno de Pandora. Nosso protagonista, Jake Sully, é agora o pai de quatro filhos. O rei local tem uma prole de três. Há uma criança Tarzan correndo por aí, e os vilões consistem em uma general feminina sem nome e um durão renascido cujo desenvolvimento de personagem é tão plano quanto uma pizza.
Alguém poderia argumentar que ter uma miríade de personagens oferece diversidade e profundidade. No entanto, os nativos se confundem em uma única massa homogênea de seres seminus de pele azul e verde. Há pouca diferenciação entre eles, tanto visualmente quanto em termos de personalidade.
Os arcos dos personagens, se é que podemos chamar assim, são tão irrelevantes para a trama. Esses dilemas pessoais poderiam ter fornecido uma profundidade ótima para os personagens, mas em vez disso, parecem distrações deslocadas no grande esquema da narrativa do filme. Eles começaram a dirigir um épico de ficção científica e decidiram transformar a sequência em um drama adolescente com orçamento de Hollywood.
Histórias para 1001 Noites
O Avatar original, ame-o ou odeie-o, tinha um tema claro. Era essencialmente uma nova versão de Pocahontas no espaço - o que não é necessariamente uma coisa ruim. Ele tinha uma narrativa simples e direta com uma mensagem clara. A sequência, em contraste, carece de tal clareza.
A estrutura narrativa se assemelha a um quebra-cabeça montado às pressas com peças emprestadas de várias outras caixas. Uma parte significativa da trama é dedicada aos personagens aprendendo novas habilidades a um ritmo implausível. Se você achou que Neo aprendendo Kung Fu em The Matrix esticou a credulidade, prepare-se para ver personagens aprendendo a um nado de super-herói, voar sobre dragões e caçar monstros únicos a uma velocidade que de dar inveja aos cursos de inglês total em 3 semanas do Instagram.
Subtramas abundam nesta sequência, mas estão tão desconectadas da narrativa principal quanto as inúmeras luas de Pandora. Para citar alguns:
Há uma história sobre as lutas adolescentes de aceitação, completa com xingamentos e brincadeiras de escola;
Há a subtrama do filho tentando provar a si para seu pai que ecoa ‘O Rei Leão’ da maneira mais desinspirada possível;
A criança druida que pode se comunicar com a Mãe Natureza de Pandora;
O garoto Tarzan com problemas não resolvidos com seu pai;
E o retorno de Free Willy;
Elas fornecem tanto valor à história quanto uma quinta roda a um carro.
A quantidade de subtramas é rivalizada apenas pelo grande número de personagens, e eles contribuem coletivamente tanto para a história principal quanto um único floco de neve para uma avalanche. No final, estamos exatamente onde começamos: os humanos perderam algumas tropas mais descartáveis, mas ainda possuem um arsenal do tamanho da Estrela da Morte. Os Na’vi continuam em perigo, Pandora continua em perigo e nós, o público, ainda estamos dando dinheiro a eles.
Cameron parece ter mudado a mensagem ecológica: sai o mineral único encontrado em Pandora (uma premissa desconfortavelmente próxima à de “Duna”), entra uma espécie de óleo de baleia que cura o envelhecimento, que parece ser uma crítica não tão sutil à indústria farmacêutica. No entanto, esta mudança de foco narrativo parece mais uma distração do que uma progressão significativa da trama, adicionando mais uma camada de confusão a uma história já confusa. Tudo isso nos deixa com a pergunta persistente: Qual era o ponto de tudo isso de novo?
National Geographic
Finalmente, vamos abordar o elefante na sala. Quando o Avatar original estreou, ele inaugurou uma revolução em 3D que se esperava redefinir o cinema. No entanto, em retrospecto, essa revolução muito divulgada parece ter sido mais uma modinha do que uma mudança de paradigma duradoura. Muito parecido com a tecnologia 3D do primeiro filme, o visual não deixa uma impressão duradoura.
Embora o filme se esforce para oferecer uma representação do Discovery Channel de Pandora, ele acaba ficando aquém. As extensas cenas de contemplação não têm o impacto que claramente se pretende ter. Elas parecem mais uma tentativa pretensiosa de nos fazer maravilhar com o mundo alienígena exótico, em vez de servir como uma parte integrante da narrativa.
Em comparação com o primeiro filme, a paisagem visual da sequência é surpreendentemente sem graça. As ilhas flutuantes, repletas de uma paleta vibrante de cores e uma variedade diversificada de flora e fauna, fazem muita falta. É uma regressão para o azul e as baleias.
A música e a trilha sonora são tão memoráveis quanto uma flor esqueça-me-não deixada em um quarto escuro. Embora a música desempenhe um papel crucial na criação da atmosfera e do clima de um filme, a trilha sonora é totalmente dispensável. Você consegue lembrar alguma das músicas? Ela nem melhora a experiência de assistir, nem deixa uma impressão duradoura. Em um filme cheio de som e fúria, a música é um sussurro que não consegue se fazer ouvir.
Finalmente, O Fim (Por Enquanto)
Avatar: O Caminho da Água conseguiu obter 4 indicações ao Oscar, uma queda notável das 9 indicações que o filme original recebeu. Foi, sem surpresa, não um concorrente sério para Melhor Filme e ganhou apenas um prêmio, na categoria mais óbvia e cara.
A sequência leva o público em uma jornada para lugar nenhum, passando por um labirinto de subtramas confusas e personagens mal desenvolvidos, apenas para nos deixar exatamente onde começamos. Sua história é tão fina que provavelmente poderia ser resumida no prólogo do terceiro filme, e infelizmente, isso não é um exagero.
Falando do terceiro filme, sim, ele é uma certeza, com Cameron prevendo um arco de cinco filmes para o universo Avatar. Se essa perspectiva excita ou assusta, você provavelmente dependerá de sua tolerância para a produção de caras e conteúdo duvidoso.
Se você está procurando o melhor de James Cameron, sugiro revisitar Exterminador do Futuro 2. Se é a mistura única de Cameron de storytelling e exploração oceânica que você deseja, Titanic é o seu destino. E se é puramente uma aventura subaquática que você deseja, não procure além da animação original A Pequena Sereia (fuja do remake).
No final, Avatar: O Caminho da Água parece uma mistura 50-50 de gráficos de computador e burburinho de marketing, com pouco do coração, alma ou storytelling que fazem uma experiência cinematográfica memorável. Apesar do hype e da construção de mundo inteiramente novo, ele deixa você se sentindo um pouco enganado. Só podemos esperar que os filmes seguintes tenham mais a oferecer.
Era uma vez, no mundo dos parênteses e chaves, eu, um entusiasta dedicado do C#, iniciei uma emocionante aventura para explorar o intrigante reino do Rust. Este último surgiu como uma supernova, conquistando os corações e mentes de desenvolvedores em todo o mundo. Com seu foco em segurança, desempenho e concorrência, o Rust atraiu um grupo leal de fãs, e até mesmo o kernel do Linux sucumbiu ao seu encanto. Enquanto o Rust fazia ondas no universo da programação de sistemas, o C# atuava nos bastidores, exibindo com confiança suas novas habilidades de desempenho e preparado para encarar qualquer desafio.
Apesar do Rust me seduzir com seus recursos de segurança e rápido desempenho, sua sintaxe enigmática e opções de design peculiares logo me fizeram desejar o conforto familiar do C#. Ouvi dizer que o C# e o .NET 7 estavam se fortalecendo na academia de desempenho, então decidi retomar nosso relacionamento. Neste artigo, compartilharei minha jornada de retorno ao C# e compararei sua renovada potência com o Rust, usando alguns resultados de benchmarking.
C# Afia Sua Lâmina
Acontece que, enquanto eu flertava com o Rust, o C# estava aperfeiçoando suas habilidades como um mestre ferreiro. Os desenvolvedores do .NET se dedicaram incansavelmente para melhorar o desempenho do C# e do ambiente de execução .NET, resultando no afiado .NET 7.
O Computer Language Benchmarks Game destacou os frutos do trabalho árduo do C#, mostrando avanços notáveis no tempo de execução e no uso de memória. O C# agora rivaliza com o Rust nos benchmarks de desempenho, provando que não é mais um competidor discreto no cenário.
Enquanto isso, os benchmarks de frameworks web do TechEmpower colocaram o ASP.NET Core entre os melhores, demonstrando que o C# e o .NET podem entregar aplicativos web de alta performance com a precisão de uma lâmina bem forjada, competindo com frameworks web baseados em Rust, como o Axum.
“Novo” Superpoder do C#
Durante seu tempo na forja, o C# descobriu um novo superpoder: a compilação Ahead-of-Time (AOT). Essa habilidade permite que o C# compile o código em código nativo de máquina antes da execução, eliminando o processo de compilação Just-In-Time (JIT) mais demorado.
A compilação AOT não apenas diminui os tempos de inicialização, mas também aperfeiçoa a otimização do desempenho. As compilações AOT e JIT são como dois super-heróis com diferentes histórias de origem, cada um com seus pontos fortes e fracos. AOT, o mais proativo dos dois, compila o código em código nativo de máquina antes da execução, exibindo sua força para diminuir os tempos de inicialização e otimizar o desempenho. Por outro lado, o JIT, o herói mais calmo e reflexivo, compila o código durante a execução, dedicando tempo para otimizar com base no uso real do aplicativo.
O C#, sendo o camaleão voltado para aplicações e versátil que é, inicialmente escolheu o JIT como seu parceiro leal. No entanto, à medida que o C# percebeu que poderia atender a cenários de desempenho mais exigentes, como jogos, adotou o AOT, saindo de sua zona de conforto e expandindo seus horizontes.
Somente AOT
C
C++
Rust
Somente JIT
Java (principalmente JIT, mas pode usar AOT em casos específicos)
Ruby
Ambos AOT e JIT
C#
Go
Kotlin/Native (para plataformas nativas)
O Lado “Enferrujado” da Moeda
O Rust é, sem dúvida, uma linguagem fascinante, exibindo foco em segurança e desempenho notável. No entanto, sua sintaxe e escolhas de design às vezes podem parecer decifrar hieróglifos antigos. Com várias palavras-chave abreviadas, como fn, mut e impl, o Rust pode muito bem-estar se comunicando em código.
Além disso, a sintaxe do Rust se desvia significativamente de linguagens mais familiares, como C# e Java. Os conceitos de tempo de vida e propriedade do Rust podem deixar desenvolvedores acostumados a linguagens com gerenciamento automático de memória (garbage collection) confusos e perplexos.
Marque uma caixa sobre qual conceito você já ouviu falar:
Tempo de vida e propriedade
Verificador de Empréstimo
Sintaxe de correspondência de padrões com match e _ (coringa)
Tipos Option e Result para tratamento de erros
Genéricos baseados em traços
Macros com sintaxe!
Parabéns: você marcou Zero pontos!
Enquanto isso, o C# mantém sua elegante simplicidade, com palavras-chave significativas e escolhas de design que priorizam a legibilidade e a facilidade de uso. Com o tempo, o C# começou a adotar recursos modernos como correspondência de padrões, tipos de referência nulos e async/await, mantendo seu charme.
De Volta para O Futuro
Minha aventura no Rust foi, sem dúvida, uma experiência reveladora, permitindo-me apreciar as poderosas capacidades de ambas as linguagens. No entanto, a sintaxe enigmática e as escolhas de design do Rust me deixaram desejando o conforto quente e familiar do C#. Ao retornar ao C# mais recente, descobri uma linguagem que evoluiu e se adaptou, oferecendo uma combinação potente de desempenho, elegância e facilidade de uso.
Enquanto o C# e o .NET 7 desfrutam dos holofotes, eles pouco sabem que o .NET 8 está nos forno, pronto para nos deslumbrar com ainda mais melhorias. O boato é que o .NET 8 incorporará ainda mais funcionalidades de bibliotecas populares de terceiros, tornando-se uma opção ainda mais atraente para os desenvolvedores. Com o ritmo de inovação acelerando, o futuro do C# e do universo .NET parece mais brilhante do que nunca.
Então, meus colegas desenvolvedores, que minha história seja um testemunho da importância de manter a mente aberta e ousar explorar novos horizontes. No entanto, às vezes, a grama não é sempre mais verde do outro lado. No meu caso, descobri que o C# era a mistura de poder e familiaridade que eu estava procurando o tempo todo.
Ao navegar pelos mares tumultuados das linguagens de programação, lembre-se de considerar as necessidades específicas do seu projeto, os requisitos de desempenho e as preferências pessoais. Cada linguagem tem suas peculiaridades e encantos, e a escolha certa dependerá das suas circunstâncias únicas. No final, trata-se de encontrar a linguagem que faz seu coração bater e seu código voar.